quinta-feira, 17 de junho de 2010

Colecionando arte e esposas


Escrevi aqui no blog que a minha visita ao Museu Thyssen-Bornemisza, em Madrid, me trouxe curiosidade sobre o Barão e a Baronesa, cujos retratos, de um kitsch imponente, se destacavam no hall do Museu; um pouco como se no meio da coleção Gilberto Chateaubriand aparecesse um retrato do colecionador não feito por um Glauco Rodrigues e sim por um pintor de rua da Feira Hippie de Ipanema (ou de Montmartre, dá na mesma). 
Afinal, como uma pessoa que viveu cercado de obras-primas desde criança (o pai já era um grande colecionador), não se fez retratar por um grande artista contemporâneo, um Warhol, um Sutherland, ok, um Bacon ou um Freud pode ser demais, mas há alternativas não tão radicais. A Baronesa, em especial, uma perua, com os cachorrinhos poodle com lacinhos cor-de-rosa combinando com seu vestido, é um triunfo do kitsch.
Também me lembrava vagamente de ter lido sobre ligações do Barão com o nazismo, com o Brasil, um casamento com uma brasileira, será esta a do retrato? poxa, ela poderia ter contratado pelo menos o Albery... Minha companheira de viagem lembrava de mais detalhes, quem era a brasileira, e de um divórcio rumoroso ou uma disputa pela herança.
Enfim, os melhores amigos do homem são o Google, a Wikipedia e o whisky, não necessariamente nesta ordem; chegando no Rio fiz minha pesquisa básica sobre o Barão, para complementar meu post sobre Madrid, imaginava um ou dois parágrafos, mas o assunto rendeu e aqui vai em um post próprio.
As histórias que circundam o Barão Thyssen-Bornemisza, morto aos 81 anos de um ataque cardíaco, em 2002, e de sua coleção de arte que deu origem ao Museu, tem aspectos bem interessantes e que aprecerem na midia não só nos cadernos econômicos e culturais, mas também nas revistas sobre o jet-set e nos tablóides de escândalos e fofocas, com cenas de traições, processos e brigas familiares, e com um capítulo importante contado nas colunas sociais brasileiras.
Conhecido como Heini, o Barão veio de uma riqueza e título nobiliárquio recentes, embora as biografias apontem a família Thyssen com raízes alemãs antigas. O avô, August Thyssen, era um produtor rural alemão que, a partir de um negócio de cercas para galinheiros, construiu um império em aço, ferro e armamentos, rivalizando com os Krupp, e se tornando amigo do Kaiser; colecionador tardio, encomendou esculturas a Rodin. Já o filho mais velho, Fritz (tio de Heini), amigo de Goering e Hitler, tornou-se um defensor ardente do nazismo, apoiando e financiando este regime até que um desentendimento com Hitler o levou a um campo de concentração; com a vitória dos Aliados ele também foi preso, e terminou seus dias na Argentina.
O pai de Heini, Heinrich, deixou a Alemanha e se fixou na Hungria, casando-se com a filha de um nobre, o Barão Bornemisza; herdando (ou comprando, para terror dos heterodoxos seguidores do Almanaque de Gotha) o título do sogro. Em húngaro, Bornemisza significa "que não bebe vinho"; posteriormente, Heini brincava que deveria ter modificado o título para Wiznemisza ("que não bebe água"). É bom este Barão, e a história está só começando...
Com a tomada da Hungria pelo governo comunista, em 1919, o Barão Heinrich se mudou com a família  para a Holanda, onde ganhou fortunas, como banqueiro e armador; formando então uma grande coleção de obras de arte, que ficava sob a guarda do filho Heini.
Os biógrafos (não-autorizados, claro) de Heini dizem que sua infância foi muito solitária, apesar de ter três irmãos; foi criado por uma governanta alemã, que depois suicidou-se; e raramente via seus pais, que se divorciaram quando ele tinha 8 anos; ninguém contou a ele sobre o divórcio dos pais até seus 11 anos. Ah, os ricos...
Com a morte do pai em 1947, Heini herdou as empresas e o título, mas seus irmãos reivindicaram na justiça a partilha da coleção, o que o marcou muito. Ele depois passou anos recomprando a maioria das obras e também comprando muitas outras, expandindo o gosto focado em arte do passado da coleção paterna ("Meu pai considerava lixo qualquer pintura feita após o século XVIII", dizia Heini), e transformando-se em um dos colecionadores mais obsessivos e ecléticos, e também muito preocupado em que sua coleção não se dispersasse no futuro. Estimativas são que o Barão gastava cerca de 60 milhões de dólares anuais na compra de obras de arte, e declarava: "Gosto de pintura porque é um assunto que nunca rende conversas desagradáveis", bem ele nunca frequentou como artista uma escola de arte senão teria ouvido muitas conversas desagradáveis sobre pintura.
Tornou-se o segundo maior colecionador particular de arte, só perdendo no ranking para a Rainha da Inglaterra; mas ele observava que a "a Rainha talvez não fosse exatamente uma colecionadora".

Como colecionava obras de arte, o Barão também colecionava mulheres bonitas, em 5 casamentos (com divórcios crescentemente mais caros, afinal colecionar é uma obsessão crescente). Em 1946, casa-se com uma Princesa, Theresa de Lippe, e tiveram um filho, Georg Heinrich.

Em 1953 começa um caso com Nina Dyer, uma linda modelo inglesa, casando-se com ela em 1954 após o divórcio, para descobrir que Nina o traía com "um ator francês empobrecido" (segundo Danuza Leão, que, em seu livro "Quase Tudo" alega também ter sido paquerada por Heini (será?), o amante de Nina era Christian Marquand; entrega ainda Danuza que Marquand era amante de Marlon Brando; apaixonado, Brando batizou  seu primeiro filho com o nome de Christian). Enfim, Heini e Nina tiveram um divórcio ainda mais caro que o anterior; depois Nina casou-se (e também se divorciou) do Príncipe Sadruddin Aga Khan , irmão do Aga Khan IV, convertendo-se ao islanismo com o nome "Shirin", que significa "doçura", suicidando-se em 1965, tudo muito rápido como as bolhas de champagne que bebiam.

O Barão insiste nas modelos inglesas, casando-se em 1956 com Fiona Campbell-Walter, e um divórcio ainda mais caro, em 1964. Fiona depois se envolveu com um homem muito mais novo, Alexander, filho do armador Onassis, que morreu com 24 anos em um acidente de helicóptero.
Heini e Fiona tiveram dois filhos, FrancescaLorne Freiherr, que se converteu ao islamismo, não casou e é produtor/diretor de cinema). Já Francesca se casou muito bem, com Karl Habsburg-Lothringen, o herdeiro do extinto Império Austro-Húngaro, filho do Arquiduque Otto. Os avós de Karl, Karl I e Zita de Bourbon-Parma, foram os últimos Habsburgos reinantes, por pouco menos de 2 anos, até o final da Primeira Guerra, quando Karl I foi deposto (não abdicou, detalhe sutil); posteriormente Karl I foi beatificado (um passo antes de ser declarado santo) pelo Papa João Paulo II, em 2004; e o processo para beatificação de Zita também está correndo no Vaticano. Chiques, não? E outra conexão brasileira: o milagre atribuído a Karl I foi a cura, inexplicável pela ciência, das veias varicosas que tornavam inválida uma freira brasileira.

Mas a fase brasileira do Barão só começou em seguida, casando-se com Denise Shorto, riquíssima, frequentadora, com sua irmã Charlene Shorto, de todas as colunas sociais brasileiras e do jet-set internacional na época. Viveram juntos por 17 anos, com um filho (Alexander), até um divórcio muito mais caro e conflituoso, com acusações mútuas de sonegação (ele) e roubo de jóias de família (ela).

Uma fofoca interessante (traduzo livremente uma entrevista do colecionador e marchand Eugene V.Thaw, publicada na Architectural Digest em fevereiro de 2008, e que está na internet, clique aqui) é que "em algum estágio do casamento Denise tinha, com o consentimento do Barão, um amante, Franco Rapetti, que se tornou um grande fornecedor de obras de arte para Heini: pinturas de grandes mestres e do barroco. Ao mesmo tempo, as obras do período modernos eram adquiridas em NYC de marchand Andrew Crispo, que logo se tornou famoso de um modo negativo, envolvido em um caso de assassinato ligado a sadomasoquismo, conhecido como Máscara da Morte? E mesmo o Rappetti acadou caindo ou sendo jogado de um apartamento em Manhattan. Ele sabia demais, já que havia muita coisa envolvida na batalha por acesso ao Barão, marchands em amplas redes de intermediários e comissões super-lucrativas ..."

Outras histórias interessantes, para quem lia a Interview brasileira, são as que envolvem Charlene Shorto, irmã da baronesa Denise, e seu marido, o lindo modelo Cacá de Souza, e o estilista da haute-couture  Valentino Garavani. Cacá tinha 18 anos quando conheceu Valentino; companheiros inseparáveis; até que Cacá conhece Charlene e esta paixão falou mais alto, casou-se com a jovem linda (e rica, claro); as fotos do casal na praia de Ipanema, mesmo em preto e branco na antga Interview são inesquecíveis, o sorriso aberto de Cacá e a sensualidade loura de Charlene. Segundo publicado em revistas sobre o jet-set, Valentino deixou de falar com o antigo protegido, até que um telefonema insistente teve que ser atendido: era Cacá comunicando o nascimento de seu primeiro filho, Sean; e o convite para que Valentino fosse o padrinho da criança. Irresistível, vem o perdão, e Cacá e Charlene trabalham para o costureiro, Cacá é o relações-públicas, mesmo depois do divórcio Charlene (hoje Charlene de Ganay) continua tendo tarefas na maison de Valentino; e Valentino é o padrinho de Sean e de Anthony, os dois filhos do casal, e herdeiros de toda a fortuna do estilista. O amor é lindo, e todas as pessoas desta história são lindas, Cacá não é mais aquele jovem de sorriso aberto das fotos da Interview mas continua lindo em seus cabelos grisalhos; tem um sítio em Nova Friburgo, Rio de Janeiro, em uma Casa Vogue antiga tenho fotos do sítio, dele e de Sean e Anthony, dois belos rapazes.

E a história segue, estas histórias paralelas caberiam em um blog inteiro, assim volto ao Barão. Uma boa fonte para este underground do mercado de arte e do sadomasoquismo no jet-set são os números antigos da Vanity Fair. Sobre o crime da Máscara da Morte, alguns artigos na internet, clique aqui e aqui. E sobre a morte do Rappetti, um colunista do NYT que o conheceu bem (e que também detalha no artigo outras fofocas sobre o Barão e suas esposas) diz que teria sido um suicídio causado pelo excesso de cocaína, clique aqui.

Bom, em 1981 o Barão conhece uma antiga Miss Espanha 1961, Carmen Cervera, ou Tita, ex-mulher do ator Lex Barker, antigo Tarzan e um dos muitos (ao todo 7) ex-maridos de Lana Turner, a "Garota do Suéter", a inesquecível mulher fatal de The Postman Allways Rings Twice. Lex foi casado 5 vezes e estava noivo da futura 6a. esposa quando um enfarte fulminante o levou, caminhando nas ruas de NYC poucos dias depois de completar 54 anos, muito jovem e ainda charmoso.

Lex era um galã, alto e muito bonito, e Lana um símbolo sexual; um casal perfeito de Hollywood; mas o casamento  acaba quando Lana, com um revolver, expulsa Lex de casa; ele havia estuprado Cherryl Crane, filha de Lana, então com pouco mais de 12 anos; em uma sequencia de abusos que, segundo a autobiografia de Cherryl, se iniciara há algum tempo. Pobre Cherryl, poucos anos depois, com 14 anos, foi a vez dela usar uma arma, desta vez uma faca, e matar o gangster Johnny Stompanato, guarda-costas e amante de Lana, que, extremamente ciumento,  extorquia e espancava a atriz, ameaçando desfigurar seu rosto. Cherryl foi absolvida, posteriormente assumiu seu lesbianismo, trabalha como corretora de imóveis em Palm Springs e foi um apoio para Lana em seu período de decadência, devido principalmente ao alcoolismo da atriz. Ufa!

Em menos de 6 graus de separação, portanto, vamos do Barão Thyssen-Bornemisza a Johnny Stompanato e ao submundo de gangsters da California (o filme L.A. Confidential coloca Johnny Stemponato como um personagem secundário), como fomos do Barão a John Kennedy via Onassis.

Abro parênteses:
A teoria dos 6 graus de separação é muito interessante, e serve como base para os vários sites de relacionamento a partir do Orkut. Segundo esta teoria,  são necessárias no máximo seis "laços de amizade" para que duas pessoas, no mundo inteiro, estejam ligadas. Assim, A é amigo de B (1 grau), B é amigo de C (2 graus)... Se pegarmos duas pessoas quaisquer do Planeta Terra, elas podem ser ligadas em uma rede menor que 6 graus. 
Quaisquer pessoas, pensei agora em um exemplo meio louco, a Madonna (sim, a superstar) e a Dona Deusa, a auxiliar de minha mãe em Teresina, Piauí. Não me pergunte como seriam todas as redes possíveis, mas vou tentar uma delas:
Madonna  ---  Jesus Luz  ----  D.Christiane, mãe de Jesus Luz  ---  minha amiga Virgínia (sim, a mãe de Jesus Luz trabalhava em um salão de beleza em Ipanema como tinturista e cuidava da cor do cabelo de minha amiga e de muitas outras pessoas no Rio)  ---  eu  ---  minha mãe  --- Dona Deusa.
Fácil, exatamente nos 6 graus de separação, com possíveis simplificações: ir direto da Madonna para a sogra D.Christiane e de Virgínia para minha mãe, e chegamos a 4 graus de separação entre a Madonna e Dona Deusa. Faça a brincadeirinha, é engraçado.
Esta teoria inspirou uma peça e um filme muito interessantes. No filme, que se passa em NYC, um rapaz (interpretado pelo Will Smith) que se diz filho de Sidney Poitier, entra na vida de um casal rico, o marido é marchand, e a partir daí vai entrando na vida de pessoas da elite americana.
Eu tenho uma sub-teoria, a de que ao se analisar a elite, o jet-set, a realeza, o patriciado, em qualquer época; e se usar para os "graus de ligação" um conceito mais restrito, o de "parentesco de sangue ou sociedade em negócios ou conhecido no sentido bíblico" (veja que o conceito usado na teoria original é muito amplo, o que é "amigo" parece mais com "amigo virtual" ou apenas "conhecido"), as ligações, todas elas, se fazem em bem menos que 6 graus, talvez 4.
O jet-set é muito incestuoso, sempre foi, haja visto os Habsburgos, os Bourbons, o círculo em torno de Napoleão, e mesmo os Césares de Roma com o monte de Julias e Otávias.
Fecho os parênteses.

Com o casamento com Tita, Heini adota Borja, um filho que Tita teve como produção independente, complicando mais ainda sua sucessão. As relações entre o Barão e seus filhos se agravam a partir do casamento com Carmem, a quem a filha Francesca descreve como "a madrasta má". A partir de um derrame, Heini entrega o controle das empresas ao filho Georg; posteriormente o Barão e a Baronesa (na verdade a Baronesa, comandando o Barão já parcialmente inválido) acusam Georg de negligência nos negócios; a Baronesa até mesmo, como tentativa de tirar o controle dos negócios de Georg, alega que este não seria filho do Barão e sim de seu cunhado. Após uma longa disputa judicial, um acordo é assinado. 


Uma grande preocupação de Heini era a de não dispersar sua coleção, e para tal entra em negociações com várias instituições e governos. Inicialmente a Suíça, país onde morava e onde já estava a coleção; mas a proposta do governo suíço, para ele, foi insuficiente. A Disney acenou com a possibilidade de abrigar a coleção em Orlando, na Flórida, e os governos da França e da Alemanha entraram na disputa. Margaret Thatcher, na época primeira-ministra da Inglaterra, escreveu várias cartas ao Barão, informando-o de que investiria 220 milhões de dólares para erguer um museu em Londres, e o lobby inglês se completou com uma visita do príncipe Charles ao magnata. O barão declarou ter se divertido com o assédio, mas declinou gentilmente as propostas. 

Sua escolha finalmente foi pela Espanha, onde passou seus últimos anos de vida, e atendendo também ao desejo da Baronesa para se firmar socialmente de forma mais completa, como benemérita diretora de uma Fundação importante em seu país. O que a princípio seria uma doação acaba como uma cessão com custos; por cerca de 350 milhões de dólares, o governo espanhol arrendou 830 obras da coleção, para sediar a coleção reforma o antigo Palácio de Villahermosa, construído entre o final do século XVIII e o início do século XIX, em Madrid.  Mais tarde, outras peças da coleção Thyssen-Bornemisza ganharam exibição permanente num monastério medieval perto de Barcelona, no antigo Mosteiro de Pedralbes. E assim a coleção, como o Barão queria, ficou coesa e aberta para o público, que pode, como eu fiz, admirar as obras-primas em uma tarde ensolarada em Madrid.


Leia ainda: Obituário do Barão no Telegraph

3 comentários:

Anônimo disse...

Caro Jozias, estive no Museu Thyssen no último final de semana, e saí dali matutando como é que pessoas de gosto tão sofisticado, com um longo convívio com obras de qualidade estética insuperável, podem ter escolhido um pintor tão medíocre para os seus próprios retratos. Este é, para mim, o grande enigma do Museu Thyssen. O retrato da Baronesa é o cúmulo do kitsch. Nem em feira hippie a gente encontra tamanha cafonice. Parece que a baronesa não percebeu a beleza sublime dos retratos de sua coleção...
Um abraço e parabéns pelo texto sobre a família Thyssen. Li com prazer.

Anônimo disse...

O MAIS INTERESSANTEM E QUE NO PRIMEIRO GRANDE HALL DO MUSEU MAIS OU MENOS 500 METROS QUADRADOD EXISTE SEPARADAMENTE QUADOS DE TAMANHO IGUAL SEPARADO ,LADO A LADO DA RAINHA SOFIA, DO REI JUAN DE ESPANA E DO OUTRO LADO DO BARAO E DA BARONESA ,COM VESTIDO LONGO DESLUMBRABTE, CARA DE 25 ANOS E CORPO ESCULTURAL DE 18 ANOS NUN VESTIDO LINDO JUSTO LONGO PRAATEADO, E MUITO ENGRAÇADO

Josep Lopez disse...

Tita Cervera, atual Baronesa Thyssen, conheceu ao Barão Thyssen numa festa na Espanha, nessa época Tita Cervera já era viúva do ator Lex Barker e já era mãe de Borja, fruto de uma relação com um pequeno empresário da Espanha. A mãe de Tita a idade de 12 anos a enviou a um Internato na Suíça pois a ideia sempre foi casa-la com um milionário, o que aconteceu foi que Tita se apaixonava de homens sem dinheiro até que finalmente se casou com o ator Lex Barker. Na atualidade não se fala com o filho pois este se casou com uma jovem que Tita considerou pouco apropriada. A fortuna que o Barão Thyssen deixou em quadros para Tita e seu filho Borja é incalculável.